AC/DC Live At River Plate

Gostar de AC/DC é quase unanimidade no cenário do rock e, sinceramente, acho que não tenho nada de novo para falar sobre a banda que todo mundo não saiba. Mas pode ser que você ainda não tenha visto o DVD “AC/DC – Live At River Plate”, e isso, meu caro, é uma lástima.
Nunca fui num show da banda, mas é impossível não se arrepiar com a platéia de quase 200 mil pessoas (!) que lotam o estádio cantando todas as músicas – com direito a muitos “ô ô ôô” acompanhando os riffs de guitarra. Além disso, o DVD (resultado de 3 shows do AC/DC em Buenos Aires) conta com filmagens feitas por 32 câmeras de alta definição, resultando numa produção incrível.
Nessa lista de reprodução que fiz garimpando no youtube é possível encontrar todos os vídeos das músicas que aparecem no DVD, sem contar que é muito fácil de encontrar o material para fazer download (pirata).

Listagem das músicas:

01. ”Rock N Roll Train”
02. ”Hell Ain’t A Bad Place To Be”
03. ”Back In Black”
04. ”Big Jack”
05. ”Dirty Deeds Done Dirt Cheap”
06. ”Shot Down In Flames”
07. ”Thunderstruck”
08. ”Black Ice”
09. ”The Jack”
10. ”Hells Bells”
11. ”Shoot To Thrill”
12. ”War Machine”
13. ”Dog Eat Dog”
14. ”You Shook Me All Night Long”
15. ”T.N.T.”
16. ”Whole Lotta Rosie”
17. ”Let There Be Rock”
18. ”Highway To Hell”
19. ”For Those About To Rock (We Salute You)”

Anna Lorenzoni.

Procurando entender a autenticidade do Blues

Pensando nos posts sobre Blues percebi que, neste assunto, sou mais rigorosa e menos aberta a novidades. Se houver muita variação da sua forma original, o Blues não merece mais este nome. Seja em 1940 ou em 2054 ou o ano que for, o Blues será o mesmo lamento e expressão de um lado da vida que passa longe da alegria. Tudo isso, claro, sem soar como uma canção emo, porque o Blues não é para os fracos.

Um dos mandamentos do Blues diz que muitos podem ouvi-lo, mas que poucos podem toca-lo. Isso faz bastante sentido, visto que é difícil imaginar alguém cantando/tocando um Blues com sinceridade enquanto está radiante  de alegria. Embora a felicidade seja algo difícil de ser alcançado (poucas pessoas são plenamente felizes – ainda mais se levarmos em conta todas as frustações existenciais que muitos têm com perguntas sobre o sentido da vida ou a existência de Deus), parece que para tocar Blues é preciso se encontrar num nível de lamentação um pouco maior. Apesar de exagerados, os mandamentos do Blues fazem sentido quando se analisa os perfis dos famosos bluesmen.

Mesmo estando convicta de que tocar Blues não é para qualquer um, me deparo com Johaine Droppa, garota que nasceu longe do Mississipi, não começou a tocar numa plantação de algodão e provavelmente nunca foi menosprezada por causa de sua cor ou nível social. Então por que diabos acho o som que ela faz bom o bastante para dizer que se trata de um Blues?

Johaine é natural de Curitiba-PR e é o motivo que tenho para não saber responder à pergunta de se é ou não possível fazer Blues sem se encontrar numa puta fossa. Será que apenas gostar de ouvi-lo torna alguém apto para executá-lo com sinceridade? Ouça as músicas compostas pelo Johaine disponíveis em seu Myspace e responda esta pergunta.

Anna Lorenzoni.

Blues no século XXI: isso existe?

Foi movida por esta pergunta que decidi começar uma série de posts sobre este estilo musical que, apesar de ser simples em sua execução, é tão intenso.

Com a crise musical/existencial que tenho passado nos últimos anos fico receosa em tentar definir com precisão qualquer tipo de estilo musical, e parece que discussões deste gênero geram tantos conflitos quanto as de partidos políticos e clubes de futebol. Sem contar que há uma linha muito tênue entre o Blues, Soul, R&B, Jazz e Swing: é difícil dizer onde um começa e o outro acaba.

Mas o Blues é o primeiro. E, para esta singela criatura que vos fala, o Blues é o elemento primordial desta grande tabela periódica que é a música (profundo isso, né? rs). Ele é a mais pura, simples e profunda experiência musical, podendo ser executado por uma voz e um violão/guitarra e/ou gaita, ou a voz já basta; é a própria alma que fala e se expressa nesses instrumentos.

Historicamente, o Blues é fruto de uma lamentação, é a exteriorização da dor de uma vida sofrida e sem muitas perspectivas de melhora. No entanto, não há como negar que o Blues também carrega consigo uma forte sensualidade. Inclusive, lembrando de cenas de filmes onde há streap tease ou onde uma pessoa seduz outra, quase sempre há blues na trilha sonora.

Mas o fato é que o Blues que se toca nos dias de hoje é praticamente igual ao dos primórdios. Se sair de suas raízes, ele vira rock ou qualquer outra coisa. Não há inovação.

Será que o fato de se tratar de uma espécie de cópia tira a legitimidade do Blues contemporâneo? O que ele tem de diferente? Os motivos para se lamentar continuam os mesmos de antigamente? Gente feliz gosta de blues? Essas perguntas fazem algum sentido?

É nesse clima de investigação a la Globo Reporter que espero tentar responder todas essas coisas e compartilhar outras tantas que andei conhecendo por aí. Tudo isso com exclusividade para o Satélites do Rock (ha ha ha).

Anna Lorenzoni.

Do Rock enquanto ente metafísico

Antigamente, no auge dos meus 13 anos, quando era questionada sobre meu gosto musical, não via problemas em responder, cheia de orgulho: “Eu gosto de Rock”. Isso era motivo de orgulho, porque viver numa região onde o gosto musical predominante é o sertanejo era o mesmo que não ter sucumbido ao sistema. Juntamente com sair do colégio para comprar canudo de leite na esquina e ser pega pelo diretor, gostar de rock foi o auge da minha rebeldia adolescente.

Com o tempo acabei conhecendo mais gente “roqueira” e fui tendo contato com novas bandas e novos estilos derivados do rock, chegando a ouvir gêneros quase que contraditórios e gostando muito. Só na wikipedia estão catalogados os seguintes sub-gêneros de rock:

Art rock; Christian rock; Classic rock; Desert rock; Detroit rock; Emo; Experimental rock; Garage rock; Girl group; Glam rock; Group Sounds; Grunge; Hard rock; Heartland rock; Instrumental rock; Indie rock; Jam band; Jangle pop; Krautrock; Power pop; Protopunk; Psychedelia; Pub [chat] (Aussie); Pub rock (UK); Soft rock; Southern rock; Surf; Symphonic rock.

Falta muita coisa nessa lista, mas eu quero chegar ao seguinte ponto: se questionarmos um fã de emo rock e um fã de soft rock sobre seu gosto musical, ambos responderão: “Rock”. Ora, Simple Plan (emo) e Magic Numbers (soft) são estilos totalmente distintos, tanto que podem surgir rivalidades e conflitos ao se tentar comparar bandas tão “incompatíveis”.

Então, o que vem a ser o tal Rock? O que caracteriza essa coisa chamada Rock?

Não pode ser um modo de se executar uma música, porque o Punk Rock e seus 3 acordes e a masturbação de guitarras do Rock de Arena são Rock.

Da mesma forma, o Rock não pode ser uma atitude, porque Rage Against the Machine e Jesus and Mary Chain têm atitudes completamente diferentes e são Rock.

Será então o estilo musical caracterizado pelo som da guitarra? Não. Morphine nem sequer tem uma guitarra na banda e é Rock.

Com tantos problemas no Planeta Terra (e fora dele), gastar tempo tentando descobrir o que é o Rock parece algo extremamente ridículo, mas eu não consigo parar de pensar neste “problema”. Fazer o quê.

A “origem”

Neste caso, penso que a primeira coisa a ser feita é entender como surgiu o Rock, e todas as pesquisas realizadas em parceria com meu amigo Google indicam que o Rock surgiu entre o final da década de 1940 e início da década de 1950. Aparentemente, trata-se de uma espécie de junção entre gêneros bastante conhecidos da época: o blues e o country, que fazia os jovens dançarem e se divertirem bastante, o que fez um tal de Alan Freed (discotecário) chamar este novo ritmo de “rock’n roll”. Há controvérsias sobre quem gravou o primeiro rock’n roll, mas eu acho que o Chuck Berry merece mais créditos do que lhe dão, mesmo que não tenha gravado; já que estamos falando de algo que surgiu nos E.U.A., e lá os negros não eram muito bem vistos, sendo quase inaceitável admitir que um negro criou algo. Talvez seja melhor não entrar nesses detalhes (como no livro “A história sem fim”, isso é uma outra história e será contada em outra oportunidade).

Bem, já podemos definir algumas coisas sobre o rock’n roll da época supracitada. Seus “criadores” eram influenciados pelo blues, country, jazz, gospel e folk; os instrumentos de prache eram guitarra e bateria, e acho que não teríamos problemas em acrescentar o contra-baixo nesta lista; tratava-se de um ritmo executado, ouvido e dançado por jovens, e estava intimamente ligado com a rebeldia (dizem que até quebrou as barreiras raciais existentes na época); as drogas mais usadas eram o álcool, heroína, e cocaína era vendida em farmácias; além disso, era executado por homens (não tenho muitos problemas com isso, e não acho necessário trazer argumentos feministas aqui). Esse é o Rock em sua forma original ou pura.

Os anos 60: quando a coisa começa a  complicar

No entanto, os anos passaram, e logo chegou a década de 1960 e , junto com ela, a música que fazia os jovens dançarem e se divertirem começou também a ser usada em manifestações políticas. Na verdade, um dos grandes nomes da época fazia uma música que parecia em nada com o rock’n roll, pois era folk music; Bob Dylan, um jovem meio fanho e indignado com problemas relacionados aos direitos civis e a Guerra do Vietnã, era um rebelde, mas sua rebeldia não estava em um ritmo ousado, e sim em letras marcantes que mexeram muito com a juventude dos anos 60.

Outras bandas apareceram, e faziam um som mais pesado, tocando os instrumentos originais do rock de forma diferente. Essa é a época dos chamados clássicos do Rock, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e The Doors.

Mas o Rock não é mais algo exclusivo dos E.U.A.. Na Inglaterra apareceram os Beatles e os Rolling Stones, e então o Rock passou a ser um fenômeno de mega proporção: ele estava nas rádios. Assim como as explicações deste post, o Rock virou uma confusão: era folk, protesto, pop, sexo e drogas (não necessariamente juntos, e não necessariamente separados).

Culturas de diversos países são conhecidas, a informação passa a ser transmitida mais rápido. Ritmo latinos agregados ao rock’n roll dão origem ao funk (por favor, não estou falando de “tô ficando atoladinha” rsrs), e novas drogas começaram a aparecer. Estou começando a achar que essas novas drogas são responsáveis por esse novo Rock, mas isso também é outra história e será contada em outra oportunidade.

Até agora temos duas décadas de Rock, mas cada uma traz características diferentes. Ou seja, temos dois tipos de Rock. O que consigo ver em comum entre eles é a rebeldia e a presença de jovens, mas sinto que isso vai mudar.

1970: Uma suruba musical

Os jovens das décadas de 50 e 60 não são mais jovens. Eles são adultos, e agora têm filhos, mas nem por isso deixaram de ouvir o tão aclamado Rock. Mas os filhos daqueles rebeldes já são jovens e conseguiram sofisticar o ritmo que estamos investigando. O Heavy Metal aparece com seu som pesado e bem elaborado através de nomes como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple. Alguns instrumentos são acrescentados (como órgãos) e muitos exageros acontecem: exageros de solos de instrumentos, exageros de drogas e exageros de orgias. Estamos no auge do Sexo, Drogas & Rock’n Roll (diz a lenda que este termo foi criado por conta dos exageros do Led Zeppelin).

Espere. Eu disse Rock’n Roll? Nesta década fica muito difícil entender o que é o Rock, ainda mais porque surgiu algo que dá arrepios até hoje em muita gente: a era Disco. O Rock volta a ser motivo para se dançar: os instrumentos são os mesmos, mas os passos são outros e as roupas também. Uma vez assisti um curta-metragem chamado “Disco do Inferno”, onde os roqueiros (no caso do curta, pessoas que ouviam Heavy Metal) iam para o inferno e lá eram obrigados a dançar música disco por toda a eternidade (mas isso é outra história rsrs). Enfim, glitter e maquiagem viram rotina nesse cenário do rock, e Elton John e David Bowie, por exemplo, passam a ser muito conhecidos.

Quase que simultaneamente ao Heavy Metal e a Disco, apareceram alguns jovens revoltados. Mas dessa vez a revolta era contra a música (ou contra o próprio rock), onde apenas especialistas “podiam” tocar; eis que surge o punk Rock com seus três acordes, calças rasgadas e uma falta de perfeição musical numa dose perfeita (por exemplo, Ramones).

Sim, Black Sabbath, David Bowie e Ramones são considerados Rock. E agora, José?

A indefinição do gênero Rock nos anos 80

Estava achando que os anos 70 eram o suficiente para gerar confusão sobre o que é o Rock? Nos anos 80 o surgimento de novos sub-gêneros foi tanto, que não se conseguia relacionar o Rock com o ritmo que lhe deu origem, e assim foi decretada a morte do Rock. Triste, não? Ou seria injusto?

De fato, em grande medida o Rock poderia ser considerado como morto, mas existem exemplos de que algo sobrevivia ao chamado Rock de Madonna, Michael Jackson e Cindy Lauper. Quem não se lembra de Dire Straits, The Clash e um tal de Guns’n Roses? Além disso, nesta década começaram a aparecer bandas do que chamamos hoje de indie rock, como R.E.M e Pixies.

Mas mesmo assim, sempre vou lembrar, no meu coração, dos anos 80 como a década da (tosca) bateria eletrônica, que estava presente em uns 90% das bandas.

Pelo visto, já não podemos definir um elemento comum entre as bandas consideradas como Rock. No entanto, vou insistir em investigar a década seguinte (que é muito legal).

Anos 90: o Rock ressurge

Sim, da mesma forma que Elvis, o Rock não morreu (tudo não passou de uma pegadinha do malandro, ha!). Me arrisco a dizer que nessa época o rock se tornou algo mais cru (se é que você me entende), se isso faz sentido, não sei, mas é o que eu penso (ó). Portanto, vou apenas citar alguns nomes: Red Hot Chili Peppers, Faith no More, Nirvana Soundgarden, Pearl Jam, Alice In Chains, Oasis, Green Day e Supergrass. Podemos afirmar que o rock dos anos 90 é semelhante aos primórdios do rock no seguinte sentido: ambos trouxeram consigo a sensação de um novo ritmo, de originalidade. Não que as outras décadas não tenham isso, mas é o que parece.

Conclusão

O Rock é um ente (enquanto algo que existe)* metafísico (enquanto algo que está além do que é palpável)*, e, ao menos que alguém consiga mostrar o que há em comum entre todos esses “Rock” exemplificados neste texto, não contemplo algo que possa definir o que é o “Rock” ou o que o caracteriza. Ele existe, sabemos identicar músicas com essa classificação, mas não é possível mostrar onde está a rockalidade do Rock na música.

Pois é amiguinho que teve paciência de ler este post até o final, quem diria que o Rock seria algo tão, digamos, filosófico? Confesso que não saber o que ele é verdadeiramente, me deixa frustada. Mas talvez o problema esteja em sempre tentarmos catalogar tudo o que aparece; nessa entrevista (muito interessante) com os caras da Nação Zumbi, o Jorge diz o seguinte sobre o modo como catalogaram a música feita por eles: “Até hoje está embutida a idéia de que somos uma banda de maracatu. Nunca fomos uma banda de maracatu, por mais que tivéssemos feito uso dos tambores. Esse é rótulo do qual a gente se desvencilhou. A gente faz música. Música livre, desprovida de amarras”, e também (se referindo à sonoridade do disco Fome de Tudo): “Mas não há a necessidade de definir. Quando você se alegra com uma coisa ou chora diz, “nossa, eu estou chorando por causa disso”. Não tem explicação para certas coisas. Não tem necessidade de dizer que é isso ou aquilo. Isso só vale para loja de disco. Fora isso, não vejo necessidade de rotular todas as coisas. Tchaikóvski, por exemplo, é música clássica hoje. Naquela época não chamava música clássica. Chamava música”.

Ta aí uma ótima resposta para a próxima vez que me perguntarem que tipo de som eu curto: “Eu gosto de música”.

Anna Lorenzoni

*Sim, o texto é meu, e eu posso definir esses conceitos do modo que eu quiser.

Aviso

Atenção você fã do programa Satélites do Rock (oi mãe) que acompanha o blog pelo Google Reader (oi Tiago): o Google Reader não vai com a minha cara. Faço tudo o que posso para as fotos dos posts ficarem bonitinhas e em harmonia com os textos, mas a visualização no Google Reader distorce tudo!  Isso é muita sacanagem. hunf!

Pronto, desabafei. hahaha

Pra variar, estamos meio lentos na atualização dos posts, mas é porque queremos publica-los com texto, não só deixar o link para o download. Por isso, aqui do lado direito da página, está um link que vai direto pra nossa página no 4shared, e lá estão todos os programas (sempre disponíveis no dia seguinte ao último programa).

O wordpress também andou zoando com a nossa cara e algumas coisas meio que sumiram, mas já estão nos seus devidos lugares. Por isso, se alguém tiver algumas dicas para lidar com o wordpress é só mandar, já que ele muuuito legal (apesar do susto).

Anna.

Programa 16 (25/08/10): O lado bom dos anos 80

Se tratando de música, a década de 80 parece ser uma das que menos é levada a sério e que, com certeza, é muitas vezes lembrada pelas roupas e cabelos extravagantes (juntamente com a disco dos anos 70).

Família típica dos anos 80

Família típica dos anos 80

Mas nem só de glitter viveram os anos 80. Muitas das bandas aclamadas dos anos 90 foram influenciadas por bandas contempladas pelo Satélites do Rock neste programa especial, e que estão na ativa até hoje.

Sem mais delongas, tocamos: AC/DC, Beastie Boys, Stone Roses, Pixies, Jesus and Mary Chain, R.E.M, Toy Dolls, The Cure, Sonic Youth, e Ultraje a Rigor. Como fundo musical, alguns dos clássicos toscos (ou não) dos anos 80. Faça o download aqui.

Mundo e Anna.

Para levantar o astral

Olhando bobagens na internet e procurando inspiração para escrever um post sobre o rock enquanto ente metafísico, me deparei com uma das coisas mais bizarras que já vi/ouvi.

Acho que já fez sucesso na internet há um tempo, mas resolvi postar mesmo assim.  Sérgio Soffiatti disse o seguinte sobre o vídeo: “Cada país tem a boy band que merece”.

A wikipedia explica exatamente do que se trata:

“Steklovata (em russo: Стекловата – lã de vidro) é uma boy band russa composta principalmente pelos vocalistas Denis Belkin e Artur Eremeev. O produtor da banda é Sergei Kuznechov, que em 1999 levou Denis Griffin, de até então treze anos de idade, ao seu novo projeto. Logo após o término, levou Eremeev para a banda. O grupo lançou dois álbuns e participou de festivais de música na Rússia, sem alcançar muito sucesso, em parte devido à falta de patrocinadores. Em 2002, a banda esteve no topo das paradas de rádio russo na Estônia. Mais tarde, os vídeos musicais foram divulgados no YouTube, como de humor. Talvez o hit mais conhecido da Steklovata seja “Nowiy God”. A letra em outra língua e a melodia simples tornaram esse vídeo – de quatro rapazes cantando a música em ritmo animado – conhecido. A baixa qualidade do clipe e a produção mal-feita dos vocalistas tornaram, pois, o vídeo bizarro”.

Anna.